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A teoria não anda de mãos dadas com a realidade vivida pelos professores

O primeiro ponto que deve ser frisado é o múltiplo papel do educador em relação ao educando, uma vez que na realidade brasileira, a qual estamos inseridos, os educandos carecem de muitas necessidades básicas como, por exemplo: a familiar, a psicológica, a social e a cultural.
Sendo assim, o professor já encontra uma barreira logo de cara no processo educativo, ele não será apenas um educador, ele também atuará como pai, psicólogo e agente social de muitos alunos, como disse a segunda entrevistada.
Nessa perspectiva, vemos que a formação didática não dá conta da formação de um professor, e tal afirmativa foi unanime durante as entrevistas.
Todos os dias, os professores enfrentam situações inimagináveis que jamais haviam sido faladas durante a graduação. Como disse o terceiro entrevistado, ele nunca imaginou que teria que dar aula em um quintal de cimento e que teria que improvisar diariamente para conseguir desempenhar da melhor maneira possível o seu trabalho como professor de Educação Física.
Ele fez duras queixas em relação aos equipamentos que quando existem, não são nem de longe os ideais, muitas vezes ele não pode trabalhar determinada atividade porque faltam cones ou bolas de futebol, sem falar da rede de vôlei, completamente rasgada e que havia sido comprada com uma vaquinha que os próprios professores fizeram.
Todos os entrevistados ressaltaram que a faculdade deveria ser revista devido ao seu caráter extremamente teórico e que foge totalmente da realidade vivida no dia a dia dos professores. Eles também disseram que muitas informações são omitidas, como as condições de trabalho e os múltiplos papéis que o professor acaba exercendo durante o magistério.
Mesmo exercendo diversas funções e tendo que improvisar no seu dia a dia, eles se dizem muito satisfeitos com a profissão e que não desistirão de passar todo o seu conhecimento para os alunos em busca de um Brasil melhor para essa geração e para as que virão por aí. 

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